Referência em educação, Coreia do Sul atrai estudantes brasileiros

Duas aprovações no vestibular da Universidade de São Paulo (USP), uma para o curso de matemática e outra para engenharia, não foram suficientes para que Leonardo Saturnino Ferreira, de 21 anos, morador de São Paulo, tivesse entusiasmo para concluir o ensino superior no Brasil. Depois de um processo seletivo que inclui análise de documentos, currículo e perfil, entrevista em inglês e aprovações na embaixada, no governo e em instituições de ensino, Ferreira conseguiu realizar o sonho de sua vida: conquistou uma bolsa de estudos para cursar engenharia elétrica na Universidade de Seul, na Coreia do Sul, e está prestes a embarcar para um dos países com a melhor educação do mundo.

Assista, ao lado, matéria sobre a educação da Coreia do Sul que foi ao ar pelo Jornal da Globo em 18 de novembro de 2010.

Além de Ferreira, outros dois brasileiros seguirão o mesmo rumo: Nicolas Mileli, de 21 anos, do Rio de Janeiro, e Daniel Baumel Garcia, de 24 anos, do Paraná. Os três foram contemplados pela bolsa do National Institute for Internacional Education (Niied), departamento do governo, e ficarão cinco anos na Coreia do Sul com as despesas totalmente pagas. O primeiro ano será destinado ao curso de coreano, nos quatro seguintes os brasileiros farão a graduação escolhida. O programa contempla estudantes do mundo todo.

Polônia assina acordo internacional antipirataria que causou protestos

A Polônia assinou, nesta quinta-feira (26), o acordo internacional antipirataria Acta. Durante a semana, centenas de pessoas foram às ruas do país para protestar por medo de que o acordo levará à censura da internet.A embaixadora da Polônia no Japão, Jadwiga Rodowicz-Czechowska, assinou o Acta (Acordo Anti-Pirataria, da sigla em inglês) em Tóquio, segundo ela falou à rede de notícias TVN24. Durante o dia, centenas de pessoas foram às ruas da cidade de Lublin, na Polônia, para expressar serem desfavoráveis ao acordo. O Acta é um acordo que pretende criar padrões internacionais para a proteção dos direitos autorais de quem produz música, filmes, remédios, roupas e outros produtos que acabam sendo vítima de pirataria. O acordo quer combater a pirataria online de filmes e música e os que se opõem a ele temem que isso possa levar as autoridades a bloquear conteúdo na internet. Os críticos também afirmam que os governos negociaram o acordo em segredo e falharam em consultar a sociedade. O projeto tem algumas similaridades com o Sopa e o Pipa, projetos de lei antipirataria que foram amplamente debatidos e adiados nos Estados Unidos. No dia 18 de janeiro, diversos sites norte-americanos exibiram mensagens de protesto contra os projetos. A Polônia é um dos vários países da União Europeia que assinou o Acta nesta quinta-feira, mas parece ser o único lugar em que o acordo gerou protestos de ativistas da internet. Rodowicz-Czechowska disse que outros países que assinaram o acordo incluem Finlândia, França, Irlanda, Itália, Portugal, Romênia e Grécia. Outros países, incluindo Estados Unidos, Canadá e Coreia do Sul, assinaram o acordo no ano passado. O apoio da Polônia ao Acta despertou ataques a sites do governo pelo grupo de hackers Anonymous.

Presidente do Inep deixa o cargo

A ex-presidente do Inep Malvina Tuttman (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (lnep) anunciou nesta quinta-feira (26) que a presidente do órgão, Malvina Tuttman, deixou o cargo após reunião com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Além dela, também deixou o MEC nesta quinta a professora Maria do Pilar Lacerda, que ocupava a Secretaria de Educação Básica.

O MEC não anunciou ainda o nome do novo presidente do Inep. A autarquia é responsável pela elaboração do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Malvina Tuttman ocupava a presidência do instituto desde 18 de janeiro do ano passado. É a terceira saída do presidente do Inep em três anos. Reynaldo Fernandes saiu em dezembro de 2009 e deu lugar a Joaquim José Soares Neto, antecessor de Malvina.

O Enem apresentou problemas nas três últimas edições do exame, desde quando passou a ser usado como forma de acesso às instituições públicas de ensino superior – em 2009, houve furto de provas da gráfica; em 2010, problemas com a impressão dos cadernos de provas; e, em 2011, vazamento de questões em uma apostila distribuída a estudantes de um colégio em Fortaleza.

26 planetas fora do Sistema Solar

A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta quinta-feira (26) a descoberta de 26 novos planetas fora do Sistema Solar. O achado quase dobra o número de exoplanetas confirmados pela missão Kepler, lançada em março de 2009 para vasculhar uma faixa do espaço em busca de planetas que possam reunir as condições para abrigar vida.

A novidade é tema da revista científica "Astrophysical Journal". Os novos astros formam ao todo 11 sistemas planetários diferentes. Eles têm tamanhos variados: alguns são maiores que Júpiter, outros têm um raio pouco maior que o da Terra. Observações futuras irão revelar se os 15 menores possuem um núcleo rochoso como o do nosso planeta.

Os planetas ficam perto das estrelas que orbitam e levam de seis até, no máximo, 143 dias para completar uma volta ao redor delas. Cada sistema planetário tem, no mínimo, dois astros e, no máximo, cinco planetas.

Atualmente, são conhecidos mais de 700 exoplanetas. A contagem começou em 1995, quando o primeiro planeta a girar ao redor de uma estrela diferente do Sol foi desvendado.

Novos planetas descobertos pela sonda Kepler são mostrados lado a lado. (Foto: Nasa)

Desde o início da missão Kepler, 61 exoplanetas foram detectados e confirmados. Ainda esperam por confirmação mais de 2,3 mil astros. A verificação para saber se algum sinal recebido pela sonda é ou não de um exoplaneta é feita por telescópios na Terra.

A sonda investiga alterações no brilho de 150 mil estrelas localizadas em uma região vasta do espaço entre as constelações da Lira e do Cisne. Essas mudanças podem ser provocadas pela passagem de um planeta à frente da estrela observada.

Menor radiação solar não vai atrasar aquecimento global

Atividades solares mais fracas nos próximos 90 anos não devem ter impactos significativos no atraso do aumento da temperatura global causada por gases do efeito estufa, segundo um relatório divulgado na segunda-feira (23).

O estudo, realizado pelo Escritório Meteorológico da Grã-Bretanha e pela Universidade de Reading, descobriu que a radiação solar vai cair até 2100, mas isso iria apenas produzir uma queda de 0,08 º C na temperatura global.

Cientistas têm alertado que condições climáticas mais extremas devem ocorrer com mais freqüência em todo o planeta conforme o clima da Terra aumenta.

As estimativas são de que o mundo deve aquecer mais de 2 º C esse século devido ao crescimento das emissões de gases do efeito estufa.

Os compromissos globais existentes atualmente para cortar o dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa são vistos como insuficientes para impedir o aquecimento do planeta além de 2º C, um limiar que deve provocar um clima instável com freqüentes condições meteorológicas extremas, segundo cientistas.

“Essa pesquisa mostra que as mudanças mais prováveis na atividade solar não terão um grande impacto nas temperaturas globais, nem farão muito para reduzir o aquecimento provocado por gases estufa que nós esperamos”, disse Gareth Jones, cientista que detecta mudanças climáticas no Escritório Meteorológico.

“É importante notar que este estudo está baseado em um modelo climático único, em vez de modelos múltiplos que pudessem captar mais incertezas do sistema climático”, ele adicionou.

Durante o século 20, a atividade solar aumentou para um nível máximo. Estudos recentes sugerem que esse nível já atingiu um fim ou está se aproximando dele.

Os pesquisadores usaram esse nível máximo como ponto de partida para projetar possíveis mudanças na atividade solar ao longo deste século.

O estudo também mostrou que, se a radiação solar cair além do patamar atingido entre 1645 e 1715 – chamado de mínimo de Maunder, quando a atividade solar atingiu valor o mínimo já observado – a temperatura global cairia 0,13 º C.

"O cenário mais provável é que vamos ver uma redução geral da atividade solar, em comparação com o século 20, que faça com que a radiação caia para os valores do mínimo Dalton (atingido em cerca de 1820)", disse Mike Lockwood, especialista em estudos de energia solar na Universidade de Reading.

"A probabilidade da atividade cair aos níveis do Mínimo de Maunder – ou mesmo voltar para a alta atividade verificada no século 20 – é de cerca de 8%”.

‘Há grande potencial no Brasil’, diz presidente da Apple

Tim Cook, em foto de 4 de outubro de 2011, disse que Brasil é o segundo país depois da China a receber grandes investimentos da Apple em 2012 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)

O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, disse durante anúncio do resultado fiscal em que foi divulgado que a empresa teve lucro de US$ 13 bilhões no último semestre de 2011, que "há grande potencial [de investimento] no Brasil " e que "já começamos a investir mais no país".

"Atualmente, vendemos [os produtos] no Brasil por meio de nossa loja on-line, revendedores autorizados e com parcerias de operadoras de telefonia móvel. Focamos nossos esforços no mercado chinês, o que não significa que não olhamos para outros mercados. Depois da China, o segundo país da lista [a receber grandes investimentos] é o Brasil", disse Cook na quarta-feira (25).

Ele disse que "existe uma grande oportunidade" para a Apple no país, mas que o aumento nos investimentos não significa que, em um primeiro momento, haverá lojas físicas da Apple no Brasil. "Esperamos alcançar vendas próximas da China", afirmou.

Lucro de US$ 13 bilhões no último trimestre
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Apple anunciou na quarta-feira (25) que vendeu 37,04 milhões de iPhones e 15,43 milhões de iPads nos últimos três meses de 2011. No período de 14 semanas e que inclui as festas de final de ano, a empresa teve um lucro líquido de US$ 13,06 bilhões, ou US$ 13,87 por ação. As informações fizeram as ações da empresa subirem 8%.

No período, a empresa também vendeu 5,2 milhões de computadores Mac e 15,4 milhões de iPods. No trimestre fiscal anterior, a companhia vendeu 17,03 milhões de iPhones (o aumento de 128% ante o período anterior), 7,3 milhões de iPads (111%), 4,89 milhões de Macs (26%), 19,4 milhões iPods (queda de 21%).

Narcisismo faz mal à saúde dos homens

Ser narcisista pode fazer mal à saúde de homens, segundo um estudo divulgado pela publicação científica de livre acesso "PLoS ONE" nesta semana. O malefício pode ocorrer tanto física como psicologicamente, segundo os autores das universidade de Michigan e da Virgínia, ambas nos Estados Unidos.

Os pesquisadores mediram como a postura narcisista e o sexo alteraram os níveis do hormônio do estresse (o "cortisol") no corpo de 106 estudantes de graduação. Para isso, os cientistas coletaram a saliiva dos participantes.

Estudos anteriores conduzidos por Sara Konrath, pesquisadora da Universidade de Michigan, mostraram um aumento na cultura narcisista nos Estados Unidos e como essa postura tende a ser maior entre homens.

Para os cientistas, narcisistas valorizam demais a importância de existirem e acreditam ser únicos e grandiosos.

Os participantes não precisam passar por testes que elevassem o nível basal de estresse. O objetivo da equipe de pesquisa era detectar como os jovens se portariam em situações tranquilas, que não despertassem a princípio o mecanismo do corpo humano que ativa o estresse.

Para "medir" o narcisismo dos voluntários, os pesquisadores deram um questionário de 40 perguntas a eles, dividido em cinco áreas que definem a personalidade de uma pessoa. Dois desses componentes estavam ligados a uma saúde pior, segundo os autores do estudo. Os outros três eram tidos como saudáveis: liderança/autoridade, arrogância/superioridade e admiração própria.

Os autores explicam que apesar de se sentirem superiores, os narcisistas respondem com agressão quando sentem que sua superioridade está ameaçada. Este tipo de reação está ligada a uma maior atividade do coração e do sistema circulatório e provoca aumento da pressão sanguínea.

Ao comparar os dados observados em homens com o comportamento das mulheres, os pesquisadores descobriram que o malefício trazido pelo estresse "narcisista" dobra entre as pessoas do sexo masculino. Eles também descobriram que os três aspectos "positivos" do narcisismo não colaboraram para o aumento do estresse em nenhum dos gêneros.

Os resultados mostram que o narcisismo pode influenciar a resposta das pessoas não só em situações de estresse como também durante as tarefas cotidianas.

Após decisão judicial, Mercadante diz que vai avaliar ‘caminho para o Enem’

Nathalia Passarinho

Após a decisão da Justiça Federal de suspender o acesso dos estudantes às provas de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o novo ministro da Educação, Aloizio Mercandante, afirmou nesta terça-feira (24) que vai reunir secretários da pasta para discutir o futuro do exame. Ele assumiu o comando do ministério no lugar de Fernando Haddad, que deixa o cargo para se preparar para a disputa pela prefeitura de São Paulo.

"Sobre os desdobramentos imediatos do MEC, só [poderei decidir] depois que eu conversar com todas as áreas do MEC e ter uma visão bem clara. Agora, é muito importante que a gente abra um diálogo bem claro, para aperfeiçoar, para que a gente possa ter uma política cada vez mais cuidadosa e ver melhores formas de aplicação da prova", disse.

Nesta terça, o presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), Paulo Roberto de Oliveira, suspendeu a liminar da Justiça Federal no Ceará que determinava aoMinistério da Educação (MEC) o acesso às provas e espelhos de correção das redações do Enem de 2011 para todos os candidatos do país que participaram do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Indagado se a decisão da Justiça poderia favorecer a realização de duas edições do Enem em 2012, que fora abortada, Mercadante afirmou: "O ministro Fernando Haddad já respondeu a vocês que não vê condições de realização do Enem em abril, então essa é a informação que eu recebi. De qualquer forma, eu vou sentar com o Inep, com todos os secretários, para avaliar qual o melhor caminho para o Enem."

O ministro defendeu o exame e disse que ele favorece a "democratização" do acesso às universidades. "O Enem é um instrumento de acesso democrático e republicano. Se não tivermos Enem como classifico para o Prouni, como classifico para as universidades federais, como classifico para o Ciência sem Fronteira, como comparo as universidades?", questionou.

Brasil era 2º país que mais usava Megaupload, diz pesquisa

O Brasil era o segundo país que mais usava o Megaupload, site de compartilhamento de arquivos que foi fechado pelo FBI na quinta-feira (19). Os dados foram levantados pelo DomainTools, serviço que faz uma espécie de análise dos endereços da internet.

A França era o país que mais usava o Megaupload, com 10,3% do tráfego de dados, seguido pelo Brasil, com 8,4%. Espanha, México, Estados Unidos e Japão também estão na lista de locais onde o endereço mais era acessado, diz o DomainTools.

Os dados levantados mostram que o site tinha mais de 2 milhões de visitantes únicos por mês. O domínio foi registrado em Hong Kong.

O Megaupload foi fechado pelo FBI por suspeita de facilitar uma rede de compartilhamento de conteúdo. Seu fundador, conhecido como Kim Dotcom, e três executivos da companhia foram presos. A acusação alega que o Megaupload.com deu aos detentores de direitos autorais mais que US$ 500 milhões em prejuízo.

O Megaupload era único não somente pelo volume grande de download que possibilitava, mas pelo apoio que tinha de celebridades conhecidas e músicos, que geralmente são vistos como as vítimas da violação das leis antipirataria. Antes de ser tirado do ar, o site trazia o apoio de nomes como a socialite Kim Kardashian e os músicos Alicia Keys e Kanye West –as celebridades chegaram a gravar um vídeo de apoio à companhia, mas as imagens foram tiradas do ar pelas gravadoras.

Cientistas criam método para detectar dislexia antes da escola

Um estudo publicado na edição desta semana da revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)” mostra que é possível identificar que uma criança é disléxica antes que ela entre no ensino fundamental.

Estima-se que entre 5% e 17% das crianças tenham dislexia, uma condição que compromete a capacidade de soletrar, prejudicando a leitura e a escrita. Quando há casos na família, a chance de que uma criança também seja disléxica é maior.

A dificuldade de leitura afeta o desempenho das crianças na escola, e muitas vezes elas são rotuladas como preguiçosas. Estudos anteriores apontam inclusive que a frustração causada por essa queda de rendimento pode levar a comportamentos agressivos e antissociais.

Quanto mais cedo a dislexia é diagnosticada, mais eficazes são os tratamentos disponíveis. Normalmente, esse diagnóstico não é feito antes da terceira série.

Os pesquisadores do Hospital Infantil de Boston, nos EUA, fizeram exames de ressonância magnética para observar o cérebro de 36 crianças de pré-escola enquanto elas realizavam tarefas em que tinham que decidir se duas palavras começavam com o mesmo fonema – essa também é uma dificuldade enfrentada pelos disléxicos.

Na comparação com o grupo controle, as crianças com histórico de dislexia na família apresentaram atividade reduzida em certas regiões do cérebro: as junções do lobo temporal com o lobo parietal e o occipital. As mesmas áreas também são afetadas pela dislexia nos adultos.

“Esperamos que identificar as crianças com risco de dislexia na pré-escola ou até mais cedo possa ajudar a reduzir as consequências sociais e psicológicas que essas crianças normalmente enfrentam”, afirmou Nora Raschle, que liderou a pesquisa, em material divulgado pelo Hospital Infantil de Boston.

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