Lei declara Paulo Freire patrono da educação brasileira
- em 17 de abril de 2012
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Freire é considerado um dos principais pensadores da história da pedagogia.Nascido em Recife, educador foi exilado no Chile e morreu em 1997.
Do G1, em São Paulo (*)
Foi publicada no "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (16) a lei que declara o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira. A lei é assinada pela presidente Dilma Roussefff
Leia mais»STF julga nesta quarta se libera o aborto de fetos sem cérebro
- em 11 de abril de 2012
- Por denisegodoi
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Como não há lei específica, alguns juízes liberam e outros vetam o aborto. Decisão do STF deve uniformizar o entendimento até que lei seja aprovada.
Rosanne D’Agostino e Tahiane Stochero *Do G1, em São Paulo

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga a partir das 9h desta quarta-feira (11) pedido para que a interrupção da gravidez de anencéfalo (feto sem cérebro) não seja considerada crime.
Leia mais»Remédio para câncer de pulmão pode substituir quimioterapia na veia
- em 3 de abril de 2012
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Troca pode ser feita apenas em pacientes com mutação de uma proteína. Alteração genética é mais comum em não fumantes que têm a doença.
Camila NeumamDo G1, em São Paulo
Oncologistas descobriram uma nova função de uma medicação já usada para tratar pacientes com câncer de pulmão. O "cloridrato de erlotinibe", conhecido comercialmente como Tarceva, mostrou ser tão eficaz quanto à quimioterapia administrada na veia em pacientes que apresentam a doença, mas que sofrem de uma mutação diferenciada do tumor.
Pesquisas recentes europeias descobriram que o remédio de via oral, antes usado como complemento à quimioterapia convencional, conseguiu ser suficiente no ganho de sobrevida, podendo ser usado unicamente nestes pacientes por um tempo mais prolongado.
Em dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que surjam 17.210 novos casos de câncer de pulmão em homens e 10.110 em mulheres no Brasil somente em 2012. Valores que correspondem a um risco estimado de 18 novos casos a cada 100 mil homens e 10 a cada 100 mil mulheres.
O maior fator de risco da doença é um longo período de exposição ao tabagismo. Mas conviver em ambientes muito poluídos também pode ser arriscado.
Como o remédio responde?
Esses pacientes tem uma mutação na proteína EGFR (sigla para "receptor do fator de crescimento epidérmico", em português), localizada nas células do pulmão. Todo mundo possui essa proteína, mas a sua mutação é mais comum em pessoas não fumantes que desenvolveram o câncer de pulmão de pequenas células (o tipo menos comum desse câncer). O câncer de pulmão não-pequenas células é o de maior abrangência (atinge até 80% dos casos), causado em grande parte pelo consumo de derivados de tabaco, como o cigarro.
Segundo o oncologista Artur Katz, chefe do serviço de oncologia do hospital Sírio-Libanês, o medicamento pode ser a única opção de tratamento para esses pacientes por meses e anos, dependendo de cada caso e pode ser determinante para frear o crescimento do tumor.
- [O uso] mais que dobra o período que demora para que o tumor se torne resistente ao tratamento e volte a crescer. E, em alguns pacientes, o efeito pode durar anos em vez de meses. Se, nesse período, tiver controlado [o crescimento do tumor], não precisa de quimioterapia.
O medicamento tem efeitos colaterais mais brandos do que a quimioterapia convencional, que deve ser administrada no hospital e causa náuseas, vômitos, além da queda de cabelo, explica o oncologista Stephen Doral Stefani, do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS).
“Os efeitos colaterais são mais confortáveis e ele pode ser usado em casa. Os mais comuns são a queda de glóbulos vermelhos, que causam anemia, e a queda da taxa de glóbulos brancos, que pode aumentar o risco de infecções.”
Entretanto, a comodidade de um quimioterápico tomado em comprimidos tem seu preço: um mês de tratamento custa em torno de R$ 6.000 a R$ 8.000. Por ser um medicamento de alto custo, o paciente pode tentar incorporar o tratamento no plano de saúde ou recorrer à Justiça para consegui-lo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), explica Stefani.
Após 7 anos, Saúde estuda incluir fertilização in vitro no SUS em 2012
- em 26 de março de 2012
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Medida havia sido aprovada em 2005, mas foi suspensa 4 meses depois. Grupo de trabalho do Ministério da Saúde analisa impacto financeiro.
Amanda RossiDo G1, em São Paulo
O Ministério da Saúde montou um grupo de trabalho para discutir a inclusão da fertilização in vitro na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda em 2012 — sete anos depois da primeira portaria que determinava o atendimento para casais que precisassem do procedimento. Se a medida for aprovada, será a primeira vez que o governo federal vai bancar os custos da mais eficiente forma de engravidar para quem tem problemas de fertilidade — um procedimento que pode custar até R$ 50 mil por tentativa em médicos particulares.
A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida onde óvulo e espermatozoide são fecundados em laboratório. Depois, o embrião é implantado diretamente no útero na mãe. A técnica tem mais sucesso que a inseminação artificial, mas também é mais cara. Em clínicas particulares, o custo de uma tentativa gira em torno de R$ 15 mil a R$ 20 mil, mas pode ir a R$ 50 mil. A chance de engravidar na primeira tentativa é de 30%, dependendo da idade da mulher.
O Ministério da Saúde confirmou a intenção de colocar o procedimento na tabela do SUS até o fim do ano, mas não quis dar detalhes sobre como e exatamente quando isso iria acontecer. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, preferiu não comentar a movimentação no Ministério sobre o assunto. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, estão sendo discutidos quais seriam os impactos financeiros da medida e onde seria implantado o serviço.
‘Botijão’ usado para armazenar embriões congelados (Foto: Divulgação/Programa Alfa
Reprodução Assistida)
No início de março, o Ministério da Saúde anunciou que estava estudando colocar técnicas de "reprodução assistida" no SUS, sem especificar exatamente qual delas. AoG1, a assessoria confirmou que uma das técnicas em estudo é a fertilização in vitro.
Atualmente, são oferecidos pelo SUS 31 procedimentos de reprodução humana assistida — a maioria, exames preparatórios para tratamentos mais complexos, como a própria fertilização.
A coordenadora do Centro de Ensino e Pesquisa em Reprodução Assistida do Hospital Regional da Asa Sul, de Brasília, Rosaly Rulli, faz parte do grupo de trabalho do Ministério. “Não está sendo discutido nada além da fertilização in vitro. O ministério já tem vários programas para o restante [das áreas da reprodução humana assistida], só a fertilização que não tem”, diz ela.
“Tivemos a primeira reunião no final de fevereiro. Agora, há outra reunião marcada para abril. Estamos avançando”, conta. O hospital é referência em fertilização in vitro gratuita, com verbas do governo do Distrito Federal.
A primeira vez que surgiu a possibilidade de colocar a fertilização no SUS foi em março de 2005, quando o Ministério publicou uma portaria que determinava o oferecimento da fertilização pelo SUS a pessoas com dificuldade para ter filhos. Quatro meses depois, ela foi suspensa para a avaliação dos impactos financeiros.
“A grande dificuldade foi [a falta de] recursos. Esse é um tipo de tratamento que tem um custo elevado. Quando fomos debater a política com estados e municípios, houve um movimento muito forte que pontuou que isso não era prioridade”, lembra o senadorHumberto Costa, que era ministro da Saúde em 2005, quando o programa foi lançado.
“Hoje há uma demanda cada vez maior da sociedade. Além disso, ao longo destes últimos anos, muitas coisas que eram consideradas prioridades já foram contempladas por recursos da área da saúde. Acredito que hoje não existiria o mesmo tipo de resistência [para a inclusão da fertilização in vitro no SUS]”, opina Costa.

Atualmente, existem pelo menos oito hospitais que realizam a fertilização in vitro de forma gratuita, custeada por secretarias estaduais de saúde e orçamentos próprios de universidades. De acordo com levantamento realizado pelo G1, cada ciclo de fertilização in vitro custa para os cofres públicos entre R$ 2,5 mil e R$ 12 mil, dependendo do hospital onde é realizado.
Hospitais
Uma das possibilidades para atendimento via SUS é reembolsar esses centros de reprodução assistida que já oferecem fertilização in vitro de forma gratuita. Espalhados por São Paulo, Brasília, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre, pelo menos oito hospitais realizam cerca de duas mil fertilizações por ano – enquanto a iniciativa privada realiza entre 25 e 30 mil, segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida.
“Estou confiante de que a fertilização in vitro será incluída no SUS este ano. Acredito que o Ministério da Saúde vai repassar estes recursos, para que serviços que já estão estruturados passem a dar vazão à demanda”, afirma Luiz Henrique Gebrim, diretor do Hospital Pérola Byington, em São Paulo, referência nacional na fertilização in vitro na rede pública. O hospital acaba de ampliar a infraestrutura na expectativa de realizar mais procedimentos e também poderia, segundo Gebrim, contribuir com o treinamento de médicos de outros estados.
Onde fazer
Em alguns dos hospitais que já oferecem a fertilização in vitro na rede pública, todo o tratamento é gratuito. Na maioria, no entanto, o casal precisa custear medicamentos para estimular a ovulação e a maturação dos óvulos. Os gastos variam de R$ 3 a R$ 10 mil, segundo os centros de reprodução assistida que oferecem o serviço.
Para ter acesso ao tratamento, os casais precisam passar por uma série de exames que verifiquem que a fertilização in vitro é a única opção para ter filhos. O tempo de espera pode ser de anos. Segundo gestores de programas de fertilização ouvidos pelo G1, a inclusão da fertilização in vitro na tabela do SUS possibilitaria a ampliação de vagas e diminuiria o tempo na fila.
“O Hospital das Clínicas da UFMG há muitos anos se vira para oferecer o tratamento gratuitamente e temos uma fila muito grande. A única forma de aumentar [o número de ciclos de fertilização in vitro] seria com o financiamento do SUS”, diz Francisco de Assis Nunes Pereira, subcoordenador do laboratório de reprodução humana do HC da UFMG.
Saiba o que são doenças autoimunes e como tratar lúpus e psoríase
- em 23 de março de 2012
- Por denisegodoi
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Doenças autoimunes atacam o organismo dos pacientes. Elas trazem manifestações na pele que podem afetar a vida social.
Do G1, em São Paulo

Doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunológico afeta o organismo do próprio paciente. No Bem Estar desta quinta-feira (22), a pediatra Ana Escobar e a reumatologista Maria Helena Kiss explicaram como essas doenças agem no organismo e falaram sobre o lúpus e a psoríase.
O lúpus e a psoríase são duas doenças autoimunes. É como se o sistema imunológico interpretasse que o paciente é a bactéria. Um ponto em comum entre essas doenças é que ambas são inflamatórias, costumam surgir principalmente na vida adulta e trazem manifestações na pele que podem afetar a vida social. Estresse emocional pode desencadear os dois problemas e não há cura para ambos, mas apenas controle. As doenças podem desaparecer, mas podem voltar. Por outro lado, enquanto o sol ajuda a combater a psoríase, piora o lúpus.
O sistema imunológico do corpo humano produz proteínas chamadas anticorpos que servem para combater microorganismos agressores, como bactérias invasoras. No lúpus e na psoríase, porém, o sistema produz anticorpos contra células de diferentes tecidos do corpo, causando lesões na pele e, no caso do lúpus, dependendo da pessoa, lesões no sistema nervoso, coração, pulmões, rins e articulações.

Os estudos para descobrir porque desenvolvemos anticorpos contra nós mesmos estão em andamento. Uma das teorias diz que, quando a pessoa nasce, o corpo passa por um processo de reconhecimento celular.
Algumas células não são reconhecidas e ficam escondidas. Quando há uma queda de imunidade, por exemplo, essas células aparecem no organismo e o corpo passa a produzir anticorpos contra elas.
Outra teoria diz que alguns vírus (não se sabe quais) têm a capacidade de modificar nossas células. Quando isso ocorre, o nosso organismo passa a não mais reconhecê-las e, então, produz anticorpos.
Lúpus
O lúpus eritematoso sistêmico (les) pode ter um início agudo ou mais lento, com manifestações em diferentes órgãos. Essas manifestações podem ocorrer simultaneamente ou sucessivamente na pele, nas articulações, nos rins e nas membranas serosas. O diagnóstico da doença é feito pela presença de, no mínimo, quatro de onze critérios clínicos e o tratamento começa pela conscientização do paciente.
A doença provoca uma inflamação nos vasos sanguíneos (vasculite), e como eles estão por toda parte do corpo, pode disseminar para qualquer lugar do organismo, tendo consequências mais sérias quando atinge os rins e o sistema neurológico. No caso dos rins, pode comprometer o órgão a ponto de ter de fazer transplante. No caso do sistema nervoso, pode levar a pessoa a ter derrames ou desenvolver problemas psiquiátricos ou psicomotores. Porém, o lúpus grave ou agudo atinge menos de 20% dos portadores da doença.
Vale lembrar também que mais de 90% dos pacientes que tratam o lúpus e levam as orientações médicas a sério respondem bem ao tratamento e quase não sofrem os sintomas da doença. O tempo médio de tratamento é de cinco anos e há casos de pessoas que, após tratadas, a doença nunca mais volta a manifestar. Quem tem lúpus pode emagrecer antes de começar o tratamento, mas depois a tendência é engordar.
É importante investigar a possibilidade de lúpus. Se você tiver alterações frequentes em exames de urina, como presença de células de defesa (leucócitos no xixi), lesões na pele, dores articulares, manchas em forma de borboleta no rosto ou emagrecimento, pode ser sinal da doença e existe um exame de sangue que pode diagnosticá-la. Alguns anticorpos são específicos do lúpus, como o anti dna e o anti sm.
Psoríase
A psoríase pode ser confundida com outros problemas de pele, por isso é importante procurar um dermatologista para identificá-la. A doença se manifesta através de lesões que coçam bastante. Nos casos de psoríase leve, os tratamentos costumam ser com pomadas, loções, shampoos ou geis. Em casos mais severos, podem ser indicados medicamentos via oral e fototerapia.
Na doença, as células da pele vão se multiplicando em camadas, umas em cima das outras, formando escamas. Segundo a Dra. Eliandre Pallermo, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a recomendação é que a exposição ao sol sem protetor solar seja feita nos horários com menor incidência de raios UV, ou seja, antes das 10h e após as 16h.
Como se trata de uma exposição terapêutica e não com a finalidade de bronzear, o período de exposição varia de acordo com o tipo de pele de cada pessoa. Para pessoas com a pele branca, não é recomendado ultrapassar 20 minutos, desde que a pele não fique vermelha. Pessoas com a pele morena ou negra podem se expor um pouco mais, de 30 a 40 minutos, desde que não sintam ardência na pele. Entretanto, o ideal é analisar cada caso individualmente, por isso é extremamente importante o acompanhamento de um médico dermatologista.
Tratamento
Há tratamento disponível no SUS com remédios que ajudam a controlar as doenças. Procure um hospital universitário ou peça encaminhamento do posto de saúde para uma dessas unidades se não obtiver o controle com a ajuda dos médicos do posto de saúde.
No caso do lúpus, o uso de corticoides pode levar ao ganho de peso. Por isso, a alimentação saudável e os exercícios físicos são indispensáveis. Há também os imunossupressores, que agem nos linfócitos (células responsáveis pela produção de anticorpos), mas o problema é que acabam atuando nas células normais, o que pode causar anemias e diminuir a resistência. O tratamento com agentes biológicos bloqueia determinados anticorpos responsáveis pelos sintomas do lúpus.
Controlar o estresse emocional e realizar pequenas coisas que trazem felicidade e bem-estar pode ajudar. A pessoa com lúpus ou psoríase não deve fugir do contato social e deve explicar que a doença de pele não é contagiosa. A alimentação rica em vegetais, carnes magras e sem gordura pode ajudar também no tratamento. A dieta com pouco sal e atividades físicas também são positivos. Exercícios com proteção solar, como caminhadas noturnas, musculação, natação e pilates estimulam a massa muscular e melhoram a qualidade do osso.
Portadores de lúpus não devem tomar sol e, mesmo em ambientes fechados, devem usar fator de proteção solar porque o raio ultravioleta destrói várias células cutâneas e o organismo entende que precisa produzir mais anticorpos. Em contrapartida, o sol ajuda a controlar a psoríase, mas exige combinação de um creme hidratante que ajude a evitar o ressecamento, que pode agravar a doença. Nas duas doenças, é bom manter a casa saudável, arejada, sem mofo e pó que podem irritar mais ainda a pele.
É importante saber que o lúpus é uma doença tratada por reumatologistas e a psoríase é tratada por dermatologistas. Porém, alguns pacientes com psoríase (cerca de 30%) desenvolvem artrite inflamatória crônica que comprometem as articulações periféricas, o que demanda tratamento também com o dermatologista, além do reumatologista.
Seca seria culpada pela decadência da civilização maia, afirma cientista
- em 24 de fevereiro de 2012
- Por denisegodoi
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Do G1, em São Paulo
Registros das mudanças climáticas foram encontrados em esculturas maias (Foto:
Science/AAAS)
Um estudo publicado nesta quinta-feira (23) indica que mudanças climáticas teriam sido as verdadeiras culpadas pela decadência da civilização maia, que dominava a península de Yucatán e o norte da América Central, onde atualmente ficam o sul do México, Belize, Guatemala e partes de Honduras e El Salvador.
O auge do povo maia foi entre os anos 800 e 1000 d.C.. A partir daí, eles entraram em declínio econômico e cultural, e perderam influência com a ascensão de outros povos, como os toltecas. Acabaram dominados pelos espanhóis, e ainda vivem na mesma região.
A pesquisa, publicada na revista "Science", diz respeito ao declínio no período clássico maia, nos séculos 9 e 10. Nessa época houve uma redução de entre 25% e 40% no volume das chuvas, provavelmente provocada por tempestades de verão cada vez mais brandas. Os dados foram obtidos pela análise de rochas e lagos atuais.
A seca é relativamente branda e, em geral, não provocaria o declínio de uma civilização bem estabelecida. Porém, nesse caso, ela teve grande impacto sobre os maias, pois eles dependiam das chuvas de verão para encher os reservatórios e garantir a produção agrícola – uma vez que não há rios nas planícies de Yucatán.
Os resultados servem como um alerta, pois é possível que haja novas secas na região em um futuro próximo. “Há diferenças também, mas o alerta é claro. O que parece ser uma redução mínima na disponibilidade de água pode levar a problemas importantes e de longa duração”, afirmou Martín Medina-Elizalde, do Centro de Pesquisa de Yucatán, no México, um dos autores do estudo, em material divulgado pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, à qual ele também é vinculado.
Templo em Tikal, símbolo do auge da civilização maia (Foto: Science/AAAS)
Horário de verão termina neste domingo no país
- em 24 de fevereiro de 2012
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O horário de verão, que começou em 16 de outubro de 2011, termina no próximo domingo (26). Por causa da mudança, moradores de estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, além de Distrito Federal, tiveram que adiantar uma hora nos relógios. Neste ano, o horário de verão abrange também a Bahia.
A população destes estados deverá no domingo, à 0h, atrasar os relógios em uma hora. Assim, o sábado (27) terá uma hora a mais.
Segundo o governo federal, o período do horário de verão foi o mais longo desde 1985 e teve 133 dias de duração. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) previa uma economia para o Brasil, no período, que podia variar entre R$ 75 milhões e R$ 100 milhões durante o período. No período, a ONS prevê a diminuição da demanda em 4,6%, ou o equivalente a 2.650 megawatts (MW).
Com os dias mais longos, o objetivo é reduzir o consumo de energia e aproveitar mais a luz do sol durante o verão. A decisão de utilizar o horário é de cada estado e, neste ano a Bahia resolveu aderir. A inclusão do estado era reivindicada por empresários do estado. Eles queriam sincronia com o expediente bancário, horário de funcionamento de escritórios e sede de empresas do Sul e do Sudeste.
Período
Desde 2008, com a edição de um decreto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o horário de verão se inicia no terceiro domingo de outubro e vai até o terceiro domingo de fevereiro.
Quando houver coincidência entre o domingo de Carnaval e o término da medida, o encerramento se dará no domingo seguinte. É o caso de 2012, quando o Carnaval será comemorado entre os dias 18 e 21 de fevereiro. O objetivo do horário de verão é aproveitar os dias mais longos do verão, com mais tempo de luz solar, para economizar energia.
Estudante que invadiu Facebook é condenado a oito meses de prisão
- em 22 de fevereiro de 2012
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Do G1, com France Presse
Um estudante de programação informática britânico foi condenado nesta sexta-feira (17), na Inglaterra, a oito meses de prisão por ter invadido o gigante das redes sociais Facebook. O problema gerou uma investigação do FBI.
Glenn Mangham, de 26 anos, reconheceu ter hackeado o Facebook entre abril e maio de 2011 na casa de seus pais em York, norte da Inglaterra, apesar de ter explicado que o fez para demonstrar as falhas do sistema de segurança da rede social.
Mangham disse que já tinha feito o mesmo anteriormente com o portal Yahoo! e que, posteriormente, explicou a essa empresa os defeitos de seu site.
O promotor Sandip Patel rejeitou as alegações do jovem, assegurou que o hacker do Facebook foi "mal-intencionado" e que Mangham "atuou com determinação, uma ingenuidade inquestionável e (…) com um espírito calculista".
"Foi o incidente de pirataria de uma rede social mais grave e mais importante enfrentado pela Justiça britânica", disse.
O Facebook gastou US$ 200.000 para esclarecer o assunto, que deu lugar inclusive a uma investigação "longa e cara" por parte do FBI e das autoridades britânicas, segundo Patel.
As ações de Mangham tiveram "consequências reais, que foram, eventualmente, muito graves" que podiam ser "absolutamente desastrosas" para o Facebook, disse o juiz Alistair McCreath para justificar a pena de prisão.
Jejum pode ajudar a proteger cérebro, diz estudo
- em 22 de fevereiro de 2012
- Por denisegodoi
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Da BBC
Jejuar um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como mal de Parkinson ou de Alzheimer, segundo um estudo realizado pelo National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos.
"Reduzir o consumo de calorias poderia ajudar o cérebro, mas fazer isso simplesmente diminuindo o consumo de alimentos pode não ser a melhor maneira de ativar esta proteção.
É provavelmente melhor alternar períodos de jejum, em que você ingere praticamente nada, com períodos em que você come o quanto quiser", disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver.
Segundo ele, seria suficiente reduzir o consumo diário para 500 calorias, o equivalente a alguns legumes e chá, duas vezes por semana, para sentir os benefícios.
O National Institute of Ageing baseou suas conclusões em um estudo com ratos de laboratório, no qual alguns animais receberam um mínimo de calorias em dias alternados.
Estes ratos viveram duas vezes mais que os animais que se alimentaram normalmente.
Insulina
Mattson afirma que os ratos que comiam em dias alternados ficaram mais sensíveis à insulina – o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue – e precisavam produzir uma quantidade menor da substância.
Altos níveis de insulina são normalmente associados a uma diminuição da função cerebral e a um maior risco de diabetes.
Além disso, segundo o cientista, o jejum teria feito com que os animais apresentassem um maior desenvolvimento de novas células cerebrais e se mostrassem mais resistentes ao stress, além de ter protegido os ratos dos equivalentes a doenças como mal de Parkinson e Alzheimer.
Segundo Mattson, a teoria também teria sido comprovada por estudos com humanos que praticam o jejum, mostrando inclusive benefícios contra a asma.
"A restrição energética na dieta aumenta o tempo de vida e protege o cérebro e o sistema cardiovascular contra doenças relacionadas à idade", disse Mattson.
A equipe de pesquisadores pretende agora estudar o impacto do jejum no cérebro usando ressonância magnética e outras técnicas.
Nova espécie de inseto em miniatura é encontrada na América Central
- em 16 de fevereiro de 2012
- Por denisegodoi
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Uma espécie de inseto em miniatura foi encontrada no Belize, na América Central. Nomeado de Ripipteryx mopana, ele é parente do gafanhoto e mede apenas 5 mm de comprimento. Tem pernas longas, que usa para pular e escapar de predadores, e cores preto, branco e laranja.
A descoberta foi feita por cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e publicada no jornal científico "Zookeys".
"Considerando a quantidade de habitats de alta qualidade na região, não é uma surpresa que existam novas espécies para serem descobertas, especialmente nas áreas menos exploradas", disse Sam Heads, coordenador da pesquisa que encontrou o inseto, em material de divulgação.
De acordo com o cientista, muito pouco é conhecido sobre esse tipo de inseto e ainda há um longo caminho a percorrer. Apenas raramente ele seria coletado pelos cientistas. Na América Latina existem apenas 44 espécies catalogadas e este é o primeiro parente em miniatura do gafanhoto encontrado no Belize.
O nome "mopana" foi dado em homenagem ao povo maia "Mopan", que vivia no sul do Belize, onde o inseto foi encontrado.

